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Há dirigentes no Fluminense?


Anteriormente postei nesse blog que Campeonato Estadual serve, apenas, para derrubar técnico. Infelizmente, eu estava certo.



Contudo, o que mais me impressiona não é a - agora, já irreversível, conforme postei no meu twitter - saída do excepcional técnico Muricy Ramalho do comando do Fluminense, e sim, o que causa mais preocupação, o enredo que envolveu o desligamento do mesmo.
De fato, se já causa espécie a demissão/saída do mais vitorioso técnico da era dos pontos corridos, e atual Campeão pelo Fluminense (depois de 26 nos, nunca é demais lembrar) ainda mais espantosos são os fatos que podem ser atribuídos como sendo os motivos de tal desligamento, a saber: Críticas públicas do Presidente ao técnico; Críticas públicas do Presidente à equipe; a eterna intromissão do "Mecenas" Celso Barros no Futebol Tricolor; Reclamação pelo fato do técnico pedir melhor estrutura (diga-se, que foi prometida); Demissão (acertada, mas MUITO inoportuna) de um cidadão chamado Alcides Antunes (figura arcaica cuja efetiva função por muitos era ignorada, inclusive por este blogueiro), entre outros inúmeros fatos ocorridos nos últimos 02 meses.
Em síntese, falta de direção, de gestão.
É fato que o primeiro semestre de 2011 já é passado, pois, afetada pelo clima dos bastidores, a equipe do Fluminense é um bando em campo, o que é agravado pelas ausências (que já não causam mais espanto) de Fred, Emerson, Deco e demais "craques" do Mecenas. Com isso, no Fluminense só se fala da preparação para o Campeonato Brasileiro, uma vez que na Libertadores e no Carioca as chances são remotas.
O fato é que a saída do Muricy Ramalho do Fluminense é fruto da absurda ingerência do Mecenas no futebol, o que deveria ser repelido pelo Presidente Peter, que não se posiciona por ter sido eleito sob a benção do Patrocinador, o que já foi um erro, comprometendo a independência da sua gestão.
O "jeito Muricy" definitivamente não combina com o estilo "Mecenas" do Celso Barros, que nem parece o Presidente da Patrocinadora, mas alguém que põe recursos do próprio bolso no Fluminense, e nem se fosse assim poderia ter a absurda participação (leia-se, comando) que efetivamente tem no futebol do Fluminense.
Ainda na época do São Paulo FC o Muricy Ramalho já era vitima de dirigentes que não gostavam do seu jeito meio turrão de ser, por vezes mal humorado, embora muito arrefecido na passagem pelo Fluminense, mas, muito mais inteligentes, os dirigentes são-paulinos deixaram o técnico trabalhar por mais tempo e acumular 03 títulos brasileiros que tornaram o SPFC uma potência. Nas bandas do Laranjal, todavia, em que pese a recente conquista, impera a baixo auto-estima, e o estigma da mediocridade tende a imperar.
Nesse contexto, e à deriva, é que se encontra o Presidente Peter Siemsen, que não tem a independência necessária para colocar o Mecenas no seu devido lugar (representante do patrocinador), como também não teve para afastar, no primeiro dia se sua gestão, o "colaborador" Alcides Antunes, figura cuja colaboração pode ter sido destinada a qualquer um, menos ao bom funcionamento e ao bom ambiente do Fluminense. Uma lástima.
Nesse vácuo de comando é que o Fluminense, que com autoridade é o atual Campeão Brasileiro, vai se perdendo no ano de 2011, e tem tudo para ser eliminado já na primeira fase da Libertadores de 2011, o que será catastrófico para a gestão do Presidente Peter Siemsen.
A saída de Muricy Ramalho, pelas razões que a envolvem, representa o retrocesso.
Fica a pergunta: Há dirigentes no Fluminense?
Por @brunodallorto
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Uma Visão Geral do Flu


Como dito anteriormente, Campeonato Carioca serve - apenas - para derrubar técnico.












Considerando que o Flu conta, indiscutivelmente, com o melhor treinador do Brasil, é improvável que o fracasso no Carioca 2011 traga maiores prejuízos para o futuro da relação mantida entre Muricy e o Flu.












Contudo, a estranha postura assumida pelo treinador nos últimos 03 jogos fez com que a torcida se questionasse: Estaria o Muricy "Cucando"? Teria o nosso Muriçoca, como é carinhosamente tratado (ainda) por parte da torcida do Flu, sido contaminado pelo mesmo vírus do antigo treineiro, se transformando num novo "Professor Pardal"?












Como explicar, logo no FLu de tantos atacantes, a escalação Fred e Rafael Moura juntos no ataque (Flu x Botafogo e Flu x Boavista), quando até o Stevie Wonder sabe que o nosso capitão rende mais com um jogador rápido servindo de "garçom" para ele.












Mais incrível ainda foi a escalação de Marquinhos (jogador esforçado, e ponto) como titular no jogo contra o Argentino Jrs, relegando o único atacante do time naquela ocasião (Rafael Moura) ao completo isolamento, e não venham dizer que os dois gols assinalados pelo mesmo mudam essa realidade.












Analisando as duas escalações (com dois atacantes fixos e com um atacante isolado) e, sobretudo, as últimas três atuações do Flu com essas formações, constatamos que ora o Flu perde a melhor característica de seu principal atacante (Fred), ora tem um atacante isolado no ataque, uma vez que os meio-campistas que dispomos no elenco, nem mesmo o craque Conca, tem essa característica de fazer as vezes de um segundo atacante.












Quanto ao Emerson, infelizmente, a falta de profissionalismo e compromisso do mesmo, somado ao absurdo amadorismo da Diretoria do Flu, vem nos privando daquele que muitos pensam ser o jogador que melhor desempenha a função de segundo atacante, senso comum ao qual me filio, desde que o Sheik jogue, é claro...e está difícil.












Resta-nos, então, indagar por que não utilizar o Araújo (que teria sido indicado, ou pelo menos aprovado, pelo próprio Muricy), ou mesmo o limitado, mas esforçado, Rodriguinho, ao invés de optar por uma equipe tão defensiva, como diante do Argentino Jrs, na tímida estréia na Libertadores.












Por falar em "defensivo", respeito muito o Muricy, a sua capacidade de extrair dos jogadores desempenho além do esperado é notória, mas, implementar o sistema 4-4-2, com os zagueiros disponíveis no elenco Tricolor, parece tarefa além da imaginação, verdadeira "Missão Impossível".












Causa arrepios analisar, mesmo que superficialmente, o que se pode esperar de uma zaga com Gum, Leandro Euzébio, André Luis, sendo que o valoroso e voluntarioso Digão ainda padece da inexperiência e não tem a tarimba necessária para encarar uma Libertadores. Com tanto investimento, por que a zaga foi totalmente esquecida?












Com isso, o que estamos verificando, jogo após jogo, é uma fragilidade da defesa, alas que se vêem obrigados a atuar como laterais, por isso o desempenho tão tímido, mesmo diante de adversários limitados, justamente por estarem obrigados desempenhar função defensiva que foge à característica dos mesmos, enfim, uma lástima.












Passando para o setor defensivo do meio-campo o cenário não é melhor, pois Diguinho e Edinho não formam uma dupla convincente, aliás, este me parecer ser um jogador que não "dá liga" com ninguém, e tem tudo para fracassar, salvo se plantado, efetivamente, como um terceiro zagueiro, sem a obrigação (de fato, proibido) de sair para o jogo, pois isso ele não sabe fazer, mesmo.












No meio-campo um alento, Conca, Souza (mesmo que tendo caído de produção), Marquinhos, Tartá (anda que instável) e Willians (que tem entrado bem) não nos inspiram preocupação, embora o time tenha se ressentido do brilho dos mesmos nos momentos cruciais. Deco e Belletti não existem, salvo no imaginário daqueles que, prefiro não imaginar por que, os contrataram.












Por falar no insípido Deco, o curioso é que Muricy ao implementar o 4-4-2 o fez pensando o gajo, que não poderia amargar o banco, o que reputo ao seu nome e salário astronômico, pois o futebol ficou na Europa.
















Aliás, é imperioso que se diga que no Flu nome é posto, que o diga Cavalieri, que a exemplo de Deco, só foi sacado dos 11 iniciais quando se tornou absolutamente insustentável sua permanência, sendo que, por certo, fosse outro jogador, teria esquentado o banco muito antes.












Abre o olho Muricy, não se renda a pressão de patrocinador, dirigente e empresário.
















Resumo da ópera? Ou o Flu reforça a zaga, rezando para não ficar de fora da 2a fase da Libertadores, ou será definitivamente desclassificado nesta. Mais que isso, com esse plantel, e mesmo chegando um zagueiro de bom nível, o esquema é o 3-5-2, e fim de conversa. No ataque, apenas excepcionalmente Fred e Rafael Moura juntos, pois, como se percebe, precisamos de um atacante rápido para fazer o Fred render mais.












Em tempo: Libertadores não é Carioca, realidade que alguém tem que contar para esse time do Flu.












Por fim, o caminho do Flu em 2011 será espinhoso e, se não forem adotadas medidas corretivas urgentes, o primeiro semestre poderá ser catastrófico.






Saudações Tricolores.








Por @brunodallorto
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Com os Dois Olhos no Gato

Inicio meu primeiro post saudando os leitores e integrantes do Blog e, ao mesmo tempo, já "semeando a primeira discórdia".

Isto porque amanhã é dia de clássico vovô e, para este blogueiro, o derby que define as finais da Taça Guanabara não vale muita coisa, ao menos coisa boa.

Explico. Os dirigentes do Futebol Carioca foram muito bem sucedidos, auxiliados pelos seus pares da CBF, na missão de destruir a importância dos Campeonatos Estaduais, que hoje servem, basicamente, para derrubar técnicos, iludir torcidas, bem como sustentar administrações anacrônicas e deficitárias.
Também serve para alimentar uma moribunda rivalidade estadual, mas ainda prefiro ver o Flu rivalizando com outros clubes no âmbito nacional e internacional, disputando os Brasileiros e Torneios Continentais e Intercontinentais, aí sim.

Nem mesmo a contratação de "estrelas" do Futebol Mundial, sobretudo pela Dupla FLU-fla, consegue modificar a triste realidade dos Campeonatos Estaduais, sobretudo o Carioca.

Daí a razão do título do post, pois, relevante mesmo é o jogo da próxima quarta-feira, também no Engenhão, na estréia do Flu na Libertadores 2011.

A derrota do Corinthians, ainda na fase preliminar, demonstra que o velho jargão é mais atual que nunca e que, realmente, "não existe mais bobo no futebol", devendo o fiasco servir de alerta.

Ocorre que, no caso do adversário do Flu na próxima quarta-feira, a realidade é ainda mais preocupante, pois, temos pela frente um time argentin0, campeão de Libertadores (mesmo no longínquo ano de 1985), tradicional no País Hermano, o qual, na verdade, não tem nada de bobo e, com o grupo do Flu, o mais forte do torneio, todo cuidado é pouco para não ficar de fora logo na 1a fase do Torneio.

Afinal, observando a tabela da 1a fase da Libertadores 2011, o que se constata é que o Flu deve iniciar o torneio de forma avassaladora, com a força máxima, pois faz 3 de 4 jogos em casa e precisa dos pontos, logo, um tropeço no início pode custar a classificação e, porque não, o questionamento de todo um trabalho, uma vez que ninguém tem dúvida que o Torneio Continental é o verdadeiro objetivo do clube na temporada 2011.

Com isso, e sem medo de gerar mais polêmica, acredito que seria até mesmo o caso do Muricy, que bem sabe a importância do jogo de quarta-feira, poupar alguns jogadores (sobretudo Conca, Souza e Fred), mesmo que os substituindo no intervalo para o segundo tempo.

Enfim, mesmo em fim de semana de clássico decisivo pelo Carioca, é tempo de colocar os dois olhos no gato.
Postado por: @brunodallorto
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