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Flamengo 3x2 América-MG: Ataque eficiente, defesa vergonhosa


Não basta ter o melhor ataque e o artilheiro do campeonato. Uma grande equipe começa pela defesa. Basta analisar os seis Campeonatos Brasileiros que o Flamengo tem no currículo. Em 1980, a dupla de zaga era Rondinelli, o nosso Deus da Raça, e Marinho, um dos melhores zagueiros da história, que fazia parte também da dupla do título de 1982, com o saudoso craque Figueiredo. Dupla que repetiu a dose em 1983. Em 1987, foi a vez de Leandro, já na zaga devido as inúmeras e seguidas lesões, e Edinho, zagueirasso que disputou as Copas do Mundo de 1978, 1982 e 1986. Em 1992, o razoável Wilson Gottardo e a jovem revelação do clube Júnior Baiano cuidaram da regular defesa do Flamengo na campanha do penta-campeonato brasileiro. E, por fim, em 2009, foi a vez do raçudo Álvaro se acertar com o nosso grande herói Ronaldo Angelim para formar uma das mais consistentes defesas do Brasileiro daquele ano.
Olhando para trás, vendo nossas sólidas defesas do passado e percebendo que nunca teríamos ganhado se não fossem nossos grandes zagueiros, o que leva o Vanderlei Luxemburgo a escalar Welinton ao lado de Ronaldo Angelim? Será que ele pensa mesmo que podemos ganhar algum torneio com uma defesa que constantemente comete erros absurdos? Será que ele quer queimar de vez o garoto, que já não anda muito bem com a torcida rubro-negra? Porque não escalar David Braz, que vem fazendo boas partidas, ao lado de Angelim?
O Flamengo até começou bem. Criando jogadas, apertando. E acabou abrindo o placar aos 10 minutos. Léo Moura fez boa jogada e tocou para Ronaldinho, que sofreu a falta. Na cobrança, o camisa 10 da Gávea colocou na gaveta, sem chances para Flávio, goleiro do América-MG, que nem sequer pulou.
O Flamengo dominava a partida, jogava muito bem. E Ronaldinho se destacava. Aos 17 minutos, recebeu marcado por três adversários, driblou os marcadores e, se não tivesse sofrido a falta, teria, com certeza, feito um golaço.
O América-MG estava ficando nervoso com a boa atuação rubro-negra. Aos 22, no campo de defesa do time do Rio, Amaral entrou em uma forte dividida com Willians. Tomou o primeiro cartão amarelo da partida.
Aos 30, o América percebeu a insegurança da defesa do Flamengo e começou a chegar. Fábio Júnior tabelou na entrada da área e bateu por cima.
Aos 36, Marcos Rocha cruzou da direita e Fábio Júnior subiu sozinho. De cabeça, mandou para fora. E, no minuto seguinte, saiu o gol de empate. Após a bola ser alçada na área em cobrança de falta na intermediária, Welinton cabeceou para trás. A bola bateu no travessão e, no rebote, Alessandro fez. Falha vergonhosa do zagueiro.
O jogo começou a ficar truncado. Em cinco minutos, foram três cartões amarelos: Alessandro e Flávio, do América-MG, e Willians, do Flamengo. Aos 45 minutos, o América virou.
Em nova bola cruzada na área, dessa vez, em jogada de Amaral, a defesa não cortou e o zagueiro Anderson colocou para dentro. América-MG 2x1 Flamengo.
Fim de primeiro tempo, Luxemburgo merece créditos pela conversa no vestiário. A equipe voltou mais motivada para o segundo tempo. O jovem volante Luiz Antônio saiu para a entrada do também garoto Negueba. O América-MG recorria a rispidez e fazia as faltas mais duras. Aos 6, Leandro Ferreira matou o contra-ataque com falta e levou amarelo.
No mesmo minuto, Ronaldinho fez uma ótima jogada. Driblou alguns adversários e, na entrada da área, bateu. Quase sai um golaço. A bola passou por cima da trave de Flávio.
O Flamengo pressionava e não tardou para conseguir o gol. Logo aos 10, Deivid empatou a partida. Thiago Neves fez boa jogada na entrada da área, cortou o defensor e deu um belo passe para o centroavante, que girou e bateu de primeira.
O jogo perdeu um pouco de qualidade. Aos 27, Leandro Ferreira foi expulso.
Willians desarmou o defensor e partiu para o contra-ataque. Leandro, em lance parecido com seu primeiro cartão na partida, parou a jogada com falta e levou o segundo amarelo.
No minuto seguinte, Flamengo e América-MG mexeram. No time da casa, entrou Willian Rocha no lugar de Fábio Júnior. No rubro-negro, entrou Bottinelli no lugar de Willians.
Tiro o chapéu para Luxemburgo nessa modificação. O técnico, que não costuma realizar boas substituições, sacramentou a vitória do Flamengo ali. Bottinelli entrou voando.
Aos 32, Luxa mexeu novamente: saiu Deivid para a entrada de Diego Maurício.
Três minutos depois, o América-MG chegou com perigo. Amaral cruzou e Anderson desviou. A bola foi nas mãos do goleiro Felipe, que ligou o contra-ataque. Bottinelli recebeu, fez boa jogada e tabelou com Ronaldinho para bater. Flávio fez uma grande defesa.
O jogo melhorou muito. Aos 37, Júnior César fez falta dura e levou amarelo. No mesmo minuto, Willian Rocha recebeu, avançou e arriscou. A bola passou muito perto do gol rubro-negro.
Aos 38, Bottinelli recebeu no meio. Chegou próximo da área adversária e chutou. No travessão. Mas nem deu tempo de se lamentar. Alguns segundos depois, o meia argentino recebeu na intermediária e deu um passe perfeito, milimétrico para Ronaldinho, livre dentro da área. O camisa 10 só dominou e colocou na rede, na saída do goleiro, e partiu para o abraço. Flamengo 3x2 América-MG. Segunda virada na partida.


O América-MG foi para o desespero e começou a pressionar. Colocou o atacante Kempes no lugar do volante Amaral.
Aos 43, Kempes ainda fez uma grande jogada e quase marcou o gol de empate, mas, graças a Angelim, os três pontos foram para o rubro-negro.
Com essa partida, o Flamengo mostrou que possui sim jogadores com poder de decisão, mas mostrou também que sua defesa é extremamente frágil.
E não adianta ter o melhor ataque e uma das piores defesas.

Rafael Balla
@RafaaBala
rafa_bala@rocketmail.com
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Aírton: O Cão de Guarda voltou


- Me sinto muito bem.
Feliz, Aírton iniciou a coletiva de imprensa de sua apresentação ontem, dia 27/06, no Ninho do Urubu. O craque da camisa 5 do hexacampeonato de 2009, depois de um ano ruim em Portugal, atuando pelo Benfica, volta para vestir a 55 do Mais Querido do Brasil. Mais maduro, mas ainda tímido.
- Estou feliz por estar voltando ao Flamengo, por poder rever os amigos e jogar novamente com a camisa do clube. Minha família está muito feliz, espero retribuir a confiança. - disse, em algumas de suas poucas palavras na coletiva.
Volante defensivo, Aírton é um jogador completo. Dono de um bom passe e lançamentos precisos, é um exímio marcador e ataca com a mesma excelência que defende. Mixando categoria e raça, é o tipo de jogador que não é muito notado em uma partida de futebol, mas é essencial. Um craque, daqueles que se destacariam na zona que quisessem do meio-campo. Mas ele escolheu ser volante. E não há time que não queira um jogador com essas características.
No retorno ao Flamengo, estariam todos tranquilos, certos de que Aírton faria um bom trabalho, se não fosse um único problema, o mais importante de todos: um volante, por melhor que seja, não sobrevive no futebol atual sem uma boa forma física. E Aírton está parado há um mês.
- A partir de sexta-feira já devo começar a trabalhar com o grupo, mas não sei quanto tempo será necessário para aprimorar a forma física. Joguei poucos jogos lá e fiquei um mês de férias treinando só de vez em quando.
A estréia deve ser dia 06/07, contra o São Paulo. Enquanto o dia não chega, Aírton segue trabalhando. E o torcedor rubro-negro segue aguardando a volta de seu ídolo, seu craque, seu Cão de Guarda, Aírton Ribeiro Santos.

Por Rafael Bala
@RafaaBala
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Flamengo 0 (3) x (1) 0 Vasco - Três taças, nenhuma derrota e um Carioca inesquecível

Havia aquele nervosismo. Sempre há aquele nervosismo. Afinal, o Flamengo é o Flamengo. Já o Vasco, é o Vasco. Nosso freguês, o vice. A responsabilidade era nossa. Se perdessemos éramos nós que acabávamos, em um jogo, com dez anos de vitórias em jogos decisivos em cima do cruzmaltino. E eram eles que acabavam, em um jogo, com dez anos de derrotas em jogos decisivos contra o rubro-negro.
Animado, assisti ao início do jogo truncado, mas logo já estava rezando para o juiz Luis Antônio Silva Santos apitar o fim do primeiro tempo.
O Flamengo estava desorganizado. O Vasco contrastava, dando uma aula de posicionamento.
Aos nove, David deu um péssimo passe de cabeça visando Rodrigo Alvim. A bola passou por cima do lateral-esquerdo e sobrou para Fellipe Bastos. O volante matou no peito e, de longe, acertou um bom chute. Pegou a bola no alto e despachou forte, de peito de pé. Quase encobriu o goleiro. Gelei.
Aos vinte, Rafael Galhardo chegou pela direita e mandou por cima do gol adversário. O menino é bom de bola, tem um bom passe, visão de jogo, craque, mas sentiu um pouco a partida. Acabou errando coisas bobas, que acertaria normalmente.
Dois minutos depois, Ronaldinho cobrou falta da esquerda. Em um cruzamento quase perfeito, Thiago Neves tentou de cabeça, mas perdeu o tempo de bola e acabou funcionando como um zagueiro vascaíno, desviando e tirando qualquer chance de David, que vinha sozinho logo atrás, marcar.
Com 27 da primeira etapa, a grande chance do Flamengo surgiu. A jogada começou nos pés do maestro. Ronaldinho recebeu e esperou a marcação chegar. Vieram três. O camisa 10 ensaiou uma finta, mas acabou tocando para Thiago Neves mais a frente, que prendeu a bola esperando alguém se movimentar. Ronaldinho se prontificou e apareceu para receber quase na quina da grande área. Novamente, ensaiou uma finta e tocou para o lado. O jogador era Deivid. O criticado atacante recebeu, girou e deu um belo passe, entre dois, para Bottinelli, na medida. O “Pollo” bateu de primeira, forte, mas chutou no meio. Fernando Prass, demonstrando reflexo, espalmou, para, logo depois, Dedé afastar. Fantástica jogada de grupo tramada pelo quarteto ofensivo do Fla. Se Bottinelli tivesse caprichado mais na finalização, com certeza, toda e qualquer crítica ao ataque rubro-negro cessaria na hora.
Mas como isso não aconteceu, o jogo seguiu 0 a 0.
O Vasco era mais organizado. Tentava bastante de fora da área, enquanto o Flamengo pecava na saída de bola. Um lance que ilustra bem isso saiu aos 29 minutos. Thiago Neves recebeu do goleiro Felipe, mas, em seguida, foi desarmado, no campo defensivo. Na esquerda, Felipe, do Vasco, recebeu e chutou cruzado, de fora da área. A bola tirou tinta da trave.
Aos 34, Felipe saiu do gol no soco e girou o ombro. Logicamente, sentiu, para susto dos rubro-negros. Mas, graças a Deus, não passou de um susto. Felipe continuou na partida, mesmo com certa dor, e viu Ronaldinho tocar entre as pernas do Felipe adversário, dar um balão no mesmo e arriscar de fora da área, batendo cruzado. O lance passou perto e serviu para acordar a torcida rubro-negra no Engenhão, que, até então, dormia.
O segundo tempo começou assim como terminou o primeiro: sem grandes emoções. Bottinelli cresceu na partida e começou a realizar boas jogadas. Em uma delas, sofreu uma falta perto da área, perigosa. O argentino pediu para bater, mas Ronaldinho chamou a responsabilidade. Os torcedores rubro-negros na arquibancada se esticavam todos, em busca de um ângulo perfeito para conferir um possível gol do título do Campeonato Carioca de 2011, mais uma vez sobre o maior rival, o Vasco. Mas não foi isso que aconteceu. Fernando Prass deu um pulo assustador e espalmou para fora, em mais uma defesa espetacular. As duas torcidas se animaram. Bottinelli estava começando a se soltar na partida, o Flamengo começava a burlar a disciplina tática da equipe do Ricardo Gomes. Quando Luxemburgo tirou o Pollo para colocar Fierro.
Naquele momento, juro, achei que o título estava perdido.
O Thiago Neves estava mal, Ronaldinho estava cansado, o Willians, recuado, Renato, desaparecido, agora, sem o Bottinelli, quem iria ditar o ritmo no meio-campo?! O Fierro?! E não me venha com essa de que o Fierro entrou na partida para ajudar na direita do setor defensivo. Se quisesse isso, era mais fácil colocar o Fernando mesmo, que é infinitamente melhor que o tal do “Pistolero” e é, de fato, um jogador defensivo.
Dessa vez, Luxemburgo me ouviu e o colocou no lugar de Rafael Galhardo minutos depois.
No Vasco, Bernardo entrou no lugar de Diego Souza. O menino tem estrela. Logo que entrou, acertou um belo chute, que, se não fosse pela grande defesa do goleiro Felipe, teria entrado na gaveta.
Aos 46 minutos, ainda houve duas expulsões: Allan, do Vasco, e Willians, do Flamengo, que discutiram após uma falta do rubro-negro.
E, finalmente, para alívio da torcida, Índio, como é conhecido o árbitro que apitou a partida no Engenhão, encerrou o jogo. A Taça Rio seria decidida nos penaltys.
O Flamengo só apareceu na final graças à vitória sobre o Fluminense nas penalidades. E, de brinde, ainda levou o grande Sobrenatural de Almeida. Sobrenatural, para quem não sabe, é um personagem fictício (ou não) criado por Nelson Rodrigues, que era culpado por todos os fatos bizarros do futebol, e, principalmente, do Fluminense. Mas, nessa final, ou melhor, nessa disputa de penaltys, Sobrenatural de Almeida torceu pelo Flamengo. Deve ter chegado um pouco atrasado no estádio: Alecsandro abriu o marcador.
Já bem instalado ao lado de Renato Abreu, concedeu ao meia o prazer de marcar o primeiro gol do Flamengo. Depois, foi se posicionar ao lado esquerdo do goleiro Felipe. Na cobrança, espalmou a bola para cima. Bernardo isolou.
Na cobrança de Fierro, com certeza, pensou: “Ah, isso está muito fácil. Está precisando de uma emoçãozinha”. Resultado: bola por cima do chileno.
A partir daí, foi fácil. Com sua soberania sobrenatural natural, Sobrenatural de Almeida colocou para fora os chutes de Fellipe Bastos e Elton e, para dentro, os de Fernando e Thiago Neves.
Missão cumprida, Sobrenatural voltou para seu lugar, a mente e a imaginação de amantes do futebol brasileiro, saudosos dos anos dourados do esporte bretão, quando lendas futebolísticas eram cultivadas e passadas de pai para filho, de avô para neto, e não perdidas pelo tempo. Já eu, como bom rubro-negro, fui comemorar mais um título sobre o Vasco, nosso freguês, nosso vice.
Nosso eterno vice.



Postado por Rafael Balla
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Festival CINEfoot: misturando a magia de dois mundos que se complementam


Normalmente, adoto a imparcialidade em meus textos. Mas, hoje, vou sair um pouco da rotina de redações desprovidas de opiniões e críticas para me aventurar em uma coluna sobre um evento especial: o CINEfoot. Sempre sonhei em ver um festival que unisse duas das minhas maiores paixões, o cinema e o futebol, mas nunca encontrei alguém que compartilhasse do mesmo pensamento sonhador que o meu. Era um momento turbulento na minha vida. Problemas pessoais, profissionais, doenças na família. O CINEfoot apareceu como uma válvula de escape. Meu cunhado me avisou que haveria esse festival e fomos na sessão de abertura do primeiro CINEfoot da história, "João", consagrado documentário sobre a vida de João Saldanha. Lotado, pude perceber, na enorme fila que se formava no cinema de Botafogo, que existiam crianças, idosos, mulheres, homens, uma mistura bonita de se ver. Me apaixonei pelo festival. Não faltei um dia sequer. Assisti do curta "Mauro Shampoo - Jogador, cabelereiro e homem", de Leonardo Cunha Lima e Paulo Henrique Fontenelle, até o longa "Um Craque Chamado Divino", de Penna Filho, passando pelo média-metragem "Fora de Campo", de Adirley Queirós, e pelo curta experimental "O Fundo do Mar", de André Amparo. Todos muito bons. Mas dois dias me marcaram em especial. O primeiro foi o dia da sessão do filme ganhador da primeira Taça CINEfoot de Longa Metragem, "Inacreditável - A Batalha dos Aflitos", de Beto Souza. O documentário, com traços de ficção, falava da heróica trajetória do Grêmio na série B de 2005. Estava curioso para assistir o filme, pois a Batalha dos Aflitos me marcou muito, já que foi a primeira partida de fato importante do Grêmio que assisti sem meu avô, tricolor doente. Ao entrar na sala, me deparei com a última fileira lotada. Eram gremistas do Rio Grande do Sul, que tinham vindo ao Rio de Janeiro para assistir a uma partida entre Grêmio e Flamengo. Parecia que haviam acabado de sair do estádio. Levaram para o cinema bandeirão, chimarrão e todos os acessórios nescessários. E, claro, todos estavam muito bem uniformizados. Quando começou o filme, logo que apareceu na tela aquele golaço da então promessa do tricolor gaúcho Anderson, os gremistas foram ao delírio. Fiquei admirado. Alucinados, esvaziaram aos poucos a sala, enquanto cantavam o hino do Grêmio, acompanhando a música dos créditos finais. Outro dia que me marcou foi a sessão do filme "Zico na Rede", de Paulo Roscio. Nunca vi um cinema tão cheio. Meu pai havia acabado de ser diagnosticado com uma rara deficiência física. Flamenguista doente, resolvi levá-lo para assistir ao filme. Chegando lá, tomei um susto. No Café, não tinha mesa nem cadeira; a fila para entrar na sala se estendia até a porta do Arteplex e havia uma outra fila, tão enorme quanto, na bilheteria. Eram pessoas frustradas por não terem conseguido retirar seus ingressos a tempo. Falei com a produção, que já me conhecia das sessões anteriores, que, em um ato nobre, reservaram dois assentos na primeira fileira da sala. Confesso, ficamos emocionados. Conseguimos assistir os curtas "Geral", de Anna Azevedo e "O Deus da Raça", de Pedro Asberg e Felipe Nepomuceno, e, por último, o longa "Zico na Rede", na sessão mais marcante de nossas vidas. Participei também da homenagem do jornalista Paulo Guilherme ao goleiro titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970 e, por fim, vi a sessão de encerramento, com o curta "O Pequeno Satélite do Futebol", de Walter G. Pulls, e o longa "Unidos pelo Aço", de Andreas Grafenstein, filmes premiados no Festival Internacional de Futebol de Berlim, o 11mm.


Esse ano, pretendo repetir a dose desse mágico festival e recomendo que compareçam, para que vivam nele tantas experiências marcantes quanto as que eu vivi no primeiro CINEfoot. A edição de 2011 será realizada no Rio e em São Paulo. Na Cidade Maravilhosa, o cinema Unibanco Arteplex, na Praia de Botafogo, nº 316, será o palco, de 26 a 31 de maio de 2011. Em São Paulo, será no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, na Praça Charles Miller, de 3 a 5 de junho. Ambos com entrada franca.


Postado por: Rafa Bala

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Bellot: um caso de amor com o São Cristóvão


Josenildo Francisco da Silva. 46 anos. Conhece? Não? E se eu disser que esse tal Josenildo é o lendário Bellot, você acreditaria? Pois então, acredite. Este é Bellot, o jogador mais velho do Rio de Janeiro em atividade.
Bellot nasceu no dia 8 de janeiro de 1965, em Recife, mas foi criado em Bento Ribeiro. Desde pequeno, frequentou campos de futebol de rua em São Cristóvão, onde acompanhou a carreira de seu amigo Ronaldo e de tantos outros garotos que viriam a ser craques e que passaram descalços pelos gramados ralos da vizinhança, onde, ao entrarem, se transformavam nos melhores jogadores da época jogando nos estádios mais extravagantes imagináveis. Bellot teme que essa fantasia acabe:
- Esses campos valem ouro, mas estou um pouco dasanimado, pois eles estão desaparecendo. Aqui mesmo em Bento Ribeiro. A criançada quase não joga mais bola na rua. Agora é na escolinha.
Bellot foi um cigano da bola. Atuou, ao todo, em 16 clubes diferentes: São Cristóvão, Novorizontino-SP, Anápolis, Novo Horizonte-GO, Santo André, Portuguesa-SP, XV de Jaú, Atlético-GO, América-RJ, Vila Nova-GO, Goiás, Náutico, Porto-PE, Ríver-PI, União Rondonópolis e Portuguesa-RJ, até voltar para o clube que o revelou em 1999.
- Na minha carreira fora do Rio, principalmente jogando em Goiás, ganhei um dinheirinho. Digo para os garotos: clubes pequenos são só para começar a carreira ou terminar, como é o meu caso. Se ficar em clube pequeno, a carreira desaparece. Times assim, de tradição, estão sumindo. O São Cristóvão, a Portuguesa, o América, por exemplo. É uma situação diferente dos clubes que recebem dinheiro de prefeituras - disse.
Primeiro goleiro a tomar um gol de um dos maiores atacantes da história do Brasil, o baixinho Romário, em 1979, Bellot encerrou a carreira de goleiro em 2005, no São Cristóvão. Virou uma espécie de funcionário do clube. Treinava a base, os goleiros, fazia o que podia.
Em 2006, se tornou treinador. Não foi bem.
Depois, tentou ser preparador de goleiros. Não se adaptou.
Em 2010, foi supervisor de futebol. Desistiu.
O negócio dele mesmo era o futebol. E, na semana passada, assinou um contrato de 4 meses com o Cadete.
Há quem diga que isso é uma pena, é horrível para o futebol, pois, afinal, um time com a história do São Cristóvão não merece ter que recorrer a um goleiro de 46 anos para ter elenco. Mas isso é bonito. É bonito ver essa paixão entre clube, jogador e torcida. É bonito ver que o São Cristóvão deu o mundo do futebol ao Bellot, e ele quer, de alguma maneira, retribuir todo esse prestígio proporcionado a ele.
E o mais bonito é perceber que o arqueiro faz de tudo para que as pessoas vejam que o Josenildo só é o Bellot graças ao São Cristóvão, atitude que pode e deve ser chamada de prova de amor.

Figurinha de Bellot do álbum do Campeonato Carioca de 1988, quando jogava no América-RJ


Agradecimentos especiais a Roberto Silva, repórter e comentarista da Rádio Tropical AM.

Postador por: Rafa Bala
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Náutico 2x0 Bangu - A diferença do camisa 10


Era Copa do Brasil. O Bangu havia surpreendido na primeira fase. Os torcedores banguenses sabiam que o Náutico, adversário da vez, era perigoso, mas estavam esperançosos. E os jogadores, que sabiam mais ainda do cuidado que deveriam ter com o Timbu, estavam confiantes. E, confiantes que estavam, começaram a partida pressionando.
Aos seis, Ricardinho recebeu um bom passe e chutou rasteiro. A bola passou perto da trave esquerda do goleiro Douglas.
Três minutos depois, foi a vez de André Barreto, do Bangu, arriscar, de fora da área. Douglas espalmou.
O Náutico não jogava bem. Estava bagunçado, os jogadores não respeitavam sua próprias posições e erravam muitos passes. O Bangu aproveitava.
Mas, aos 16, o jogo melhorou. Capitaneado pelo meia Eduardo Ramos, o Náutico começou a atacar, mudando completamente de postura. A equipe que estava nervosa, confusa e errava passes a todo o momento, agora, era um time disciplinado taticamente. Mas, apesar da mudança, o Náutico só foi chegar com perigo no gol adversário aos 27 minutos.
Ricardo Xavier acertou ótimo passe para seu companheiro de ataque, Bruno Meneghel, chutar na trave. No rebote, Eduardo Ramos recebeu, mas foi desarmado pela defesa do Bangu.
O Náutico pressionava. Cada vez mais. Enquanto o Bangu se encolhia. Cada vez mais.
Aos 43, Airton, do alvirrubro pernambucano, cobrou um escanteio. Colocou a bola na cabeça de Wescley, na pequena área. O zagueiro testou a bola e Thiago Leal fez uma defesa espetacular.
Três minutos depois, fim do primeiro tempo.
A partida era dos goleiros. Thiago Leal e Douglas se destacavam e eram ovacionados pela torcida presente no estádio. Mal esperavam os torcedores que dali a poucos instantes, a camisa 10 iria fazer diferença.
Aos quatro minutos, Eduardo Ramos recebeu no meio-campo e seguiu. Quando chegou perto da grande área, no lado direito, chutou. O goleiro do Bangu estava na bola, mas não havia visto o pequeno relevo que se encontrava em sua frente. E, como de praxe, a bola quicou justamente onde não devia: no morro artilheiro.
O Náutico não parava. Envolvia a defesa adversária, dominava a partida.
Aos 16 do segundo tempo, Eduardo Ramos cobrou falta e pingou a bola na área. Bruno Meneghel, de cabeça, acertou a trave.
Dez minutos depois, o Bangu ensaiou uma reação, com um bom chute de Thiago Galhardo. Mas não adiantava nada um jogador acordar se o resto da equipe continuava dormindo.
Aos 40, o Bangu começou a tocar a bola. Não tinha o menor interesse em se expor. Era muito mais seguro levar a decisão para Pernambuco. Mas o Náutico não queria saber disso.
No minuto seguinte, Eduardo Ramos recebeu e, de fora da área, encheu o pé. Novamente, a bola explodiu no travessão.
E, aos 45, segundos antes de terminar a partida, Rogério demonstrou raça. O menino evitou que a bola saísse no lado direito do ataque do Náutico e cruzou. Eduardo Ramos recebeu. Com calma, chutou, conferiu e correu para o abraço, mostrando a estrela do verdadeiro camisa 10.
- Jogamos bem e tive a felicidade de fazer os dois gols e saímos com a vitória e classificação. Sabíamos que isto poderia acontecer. Respeitamos o adversário, mas conseguimos nosso objetivo - disse, após a partida.
A felicidade dos jogadores do Timbu contrastava com a tristeza dos jogadores e torcedores do Bangu. Mas não tem porque ficar triste.
O Bangu lutou, marcou, gritou, chorou e, principalmente, mostrou para o Brasil inteiro a força da paixão do futebol do Rio de Janeiro.

Postado por Rafa Bala
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Nova Iguaçu 1x0 Macaé - Vitória não muito empolgante


O favorito da partida era o Macaé. Nas duas primeiras rodadas da Taça Rio, o Nova Iguaçu ainda não havia conseguido somar pontos. Já o alvianil tinha três, tirados do Vasco na primeira rodada.
Como de praxe em partidas entre times de menor investimento do Rio de Janeiro, o jogo começou estudado. Os goleiros das duas equipes, Diogo e Lugão, não trabalhavam muito.
O primeiro lance perigoso saiu só aos 25. Danilo, do Macaé, recebeu um bom lançamento na frente. O meia correu, deu um toque por cima do goleiro e saiu para comemorar, mas a bola havia raspado na trave e saído.
O lateral-direito do Nova Iguaçu, Paulo Henrique, não marcava bem, e o Macaé aproveitava. Aos 37, Luís Mário cruzou rasteiro da esquerda de seu ataque. A bola passou por todo mundo e saiu, assustando a defesa da Laranja Mecânica da Baixada.
Aos 43, Maycon respondeu para a equipe do Nova Iguaçu. O atacante driblou e encheu o pé. A bola raspou a trave.
No intervalo de jogo, faltou luz no estádio Cláudio Moacyr. Foram, ao todo, 36 minutos sem luz, e, consequentemente, sem jogo.
Na volta, a partida melhorou. Logo aos três minutos, Paulo Henrique fez boa jogada pela direita e cruzou. O jovem atacante Willian Barbio cabeceou, mas a bola acabou saindo.
Aos cinco, o Macaé alçou a bola na área do Nova Iguaçu. Marcelo cabeceou na trave.
Com 14 minutos do segundo tempo, escanteio à favor da equipe da Baixada. O maestro, homem das bolas paradas da equipe, Marquinhos, foi para a cobrança. Colocou a bola na cabeça do Maycon, que quase abriu o placar.
Foi quando, aos 28, saiu o gol da vitória. O habilidoso e eficiente lateral-esquerdo Cortês fez ótima jogada e tocou para Marquinhos, que arriscou de fora. E marcou um golaço. A bola entrou na gaveta, sem chances para o goleiro Lugão defender.
Após o gol, Josué Teixeira, treinador do Nova Iguaçu, contrariou as expectativas e foi ousado. Mexeu na equipe e a tornou mais ofensiva, assim como a equipe do Macaé. Mas era o time da casa que levava pressão. E foi assim até o juiz Maurício Machado Coelho Júnior apitar, aos 47 minutos. Fim de jogo.
A vitória não adiantou muito para a equipe do Nova Iguaçu, que segue em uma posição ruim no grupo A da Taça Rio. Está em sétimo. Já o Macaé está em 4º, na zona de classificação para o Troféu Carlos Alberto Torres.

Postado por: Rafa Bala
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Volta Redonda 3x2 Madureira - Buscando a reabilitação no Campeonato Carioca

Um novo troféu na mesma competição. As duas equipes tinham a chance de se redimir das péssimas atuações na Taça Guanabara. O Volta Redonda havia terminado a competição em sexto lugar. O Madureira, em sétimo.
As duas equipes tinham que mostrar serviço na Taça Rio. Na primeira partida do torneio, o Voltaço decepcionou. Perdeu. Mas o Madureira não. E queria mais.
No jogo entre as duas equipes, o tricolor suburbano veio com tudo. Pressionava muito. Com dois minutos de jogo, levou um contra-ataque do Volta Redonda e quase tomou o gol, mas logo estava atacando novamente.
Aos 3 minutos, Michel fez uma jogada pela direita e bateu cruzado. Gol.
O Madureira saiu na frente, mas continuava afobado. Queria golear. Aos 16, Valdir, devido a essa afobação, levou o primeiro cartão amarelo do jogo.
O Voltaço estava calmo e conseguiu empatar aos 18. O lateral-esquerdo Fabinho cruzou. Kanu não conseguiu chegar, mas Leandrinho mandou para a rede.
O Madureira recuou um pouco. O jogo se tornou estudado, mas só até Jhonnattann marcar e virar. Novamente, Fabinho cruzou da esquerda. Jean recebeu e tocou para trás, para o atacante chutar forte e marcar um golaço.
No minuto seguinte, o técnico Antônio Carlos Roy, do Madureira, mexeu na equipe. Tirou o autor do gol, Michel, para a entrada de Alex.
A equipe melhorou um pouco, mas o Volta Redonda estava inspirado.
Aos 47 minutos, fim do primeiro tempo.
O lateral-esquerdo da equipe do Voltaço, Fabinho, se destacava dentre os outros jogadores. Não só pela boa atuação ofensiva. Mas sim, também, pela sua péssima atuação defensiva. O lateral-esquerdo só pensava em atacar. Claro, sempre fazia ótimas jogadas, e o Volta Redonda necessitava de seu ala esquerdo para conseguir chegar no ataque adversário, mas Fabinho não tinha a menor noção defensiva. Ia atacar e deixava um corredor na esquerda da grande área do Voltaço, onde Michel já havia marcado um gol à favor do Madureira.
No segundo tempo, o tricolor suburbano veio com pegada. Aos 2 minutos, Rodrigo chutou para o gol e quase empatou a partida.
A pressão seguiu até os 13 minutos, quando, logo após uma cabeçada de Edivaldo, que quase resultou em um gol, Dário Lourenço tirou Kanu e colocou Pedro Henrique, que só precisou de cinco minutos para marcar.
Aos 17 minutos, Fabinho, para variar, fez boa jogada pela esquerda e cruzou para o atacante fazer. 3x1.
A situação ficava difícil para o Madureira, mas a equipe não desistia e demonstrava personalidade. Com 31, Valdir cobrou escanteio da direita. Luiz Otávio cabeceou e Mauro fez uma grande defesa.
O Voltaço segurava o jogo. Aos 34, mexeu: saiu Bruno Lança para a entrada de Radamés.
Aos 47, Gomes, zagueiro do Madureira, sofreu penalty. Luiz Otávio converteu, para, no minuto seguinte, o árbitro Gutemberg de Paula apitar o final do jogo.
O Madureira, mesmo com a derrota, se encontra em terceiro lugar na Taça Rio e enfrenta, no próximo domingo, o Vasco, no estádio Raulino de Oliveira, às 16h.
Já o Volta Redonda, que está em sexto, joga contra o Duque de Caxias no estádio Los Larios, no Domingo, também às 16h.
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Edson Di acerta com o Duque de Caxias

O Duque de Caxias não fez uma boa campanha na Taça Guanabara. Ficou em quinto e perdeu quatro de sete jogos.
O tricolor da Baixada não tem um elenco ruim. Possui nomes como os experientes Lenílson e Somália e uma das maiores promessas do futebol carioca, o jovem atacante John, revelado pelo próprio clube. Mas o time não se encaixou.
Luiz Carlos Martins Arêas, o Pinga, presidente do Duque de Caxias, então, tratou logo de iniciar conversas com jogadores, com o objetivo de tentar melhorar a qualidade da equipe na disputa da Taça Rio. E conseguiu trazer um experiente atacante.
Edson Di, de 31 anos, começou em 1999 no São Paulo, período em que se destacou e viveu um dos melhores momentos de sua carreira.
Goleador, o atacante, natural de Capim Grosso, Bahia, estava atualmente no Coruripe, de Alagoas.
- Acredito que até a estreia na Taça Rio já vou estar à disposição do Arthur Bernardes. Vinha atuando normalmente pelo Coruripe e agora é dar sequência. Chego bem motivado e disposto a procurar o meu espaço, mesmo sabendo das qualidades dos atacantes que estão no elenco - disse o jogador.
Enquanto Edson Di não estréia, Arthur Bernardes não poupa elogios ao falar do jogador:
- Ele é rápido, inteligente e experiente. Espero que a disputa por uma vaga entre os titulares seja bastante equilibrada.
O Duque de Caxias estréia na Taça Rio na próxima quinta-feira, dia 3, às 17h, contra o Americano, no estádio Los Larios, em Xerém.

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Flamengo 1x0 Boavista - Jogo com o nome de Ronaldinho, como a torcida queria ver


O Flamengo não jogou tão bem quanto se esperava. Mas, só de ver Ronaldinho dando cavadinha e achando Egídio livre na esquerda e dando um meio-elástico para depois colocar a bola na cabeça de Thiago Neves, a torcida já ficou feliz. Tony, meia do Boavista, já havia dito, antes da partida, que a responsabilidade da vitória era do Flamengo. Mas o verdão de Saquarema estava bem mais nervoso que o rubro-negro. Aos sete minutos do primeiro tempo, Leandro Chaves fez falta dura em Maldonado, na intermediária defensiva do Flamengo, e levou cartão amarelo. Com 14 minutos, logo após o lance que Thiago Neves recebeu a bola de Ronaldinho e cabeceou para a grande defesa do goleiro Thiago, o Fla entrou tabelando na área do Boavista e a bola sobrou para Léo Moura, na direita. O jogador tinha a opção de tocar para trás buscando Ronaldinho, mas o lateral preferiu bater direto. Encheu o pé, mas a bola acabou saindo.
O Flamengo chegava com mais perigo. O Boavista não conseguia tocar a bola. Só saía da defesa na base do chutão.
Não gosto nem um pouco do Vanderlei Luxemburgo como técnico, mas tenho que admitir que ele armou muito bem a equipe do Flamengo. Colocou dois volantes, três meias e o Ronaldinho de atacante, vindo de trás, o que fez com que o meio de campo do Boavista ficasse embolado e não conseguisse jogar. O único que estava conseguindo alguma coisa ali era Leandro Chaves, que recebia, ensaiava uma boa jogada ofensiva, mas acabava desperdiçando por falta de opção.
Aos 40, o jogo começou a ficar melhor. Maldonado fez lindo lançamento para Bottinelli na direita. O meia argentino foi até a linha de fundo e cruzou. A bola ia em Ronaldinho, mas, antes, Thiago apareceu para cortar.
Dois minutos depois, Maldonado escorregou e deixou a bola livre para Leandro Chaves. O camisa 10 do Boavista acertou uma bomba com a canhota, e Felipe fez uma ótima defesa.
O juiz Marcelo de Lima Henrique não deu nenhum minuto de acréscimo e, aos 45, apitou. Fim do primeiro tempo.
No segundo, Luxemburgo mexeu no Flamengo. Saiu Bottinelli, entrou Negueba. O menino entrou ovacionado pela torcida rubro-negra presente no Engenhão.
O Boavista já começou batendo. Logo no primeiro minuto de jogo, Júlio César fez falta em Thiago Neves e levou cartão amarelo.
A equipe de Saquarema mexeu. Com 10 minutos, entrou o experiente Joílson e saiu Bruno Costa.
No minuto seguinte, cartão para Ronaldinho.
Com 13 minutos, Negueba fez boa jogada, mas cometeu um erro. Após dar um bonito drible em Edu Pina, o jovem meia chutou cruzado, ao invés de rolar para Thiago Neves, e acabou jogando fora uma grande chance do Flamengo.
Com 16 minutos, saiu Egídio para a entrada de Diego Maurício. Com 21 minutos, após a parada técnica, era visível que os jogadores do Boavista não queriam jogo. Faziam cera descaradamente.
Aos 25, Thiago Neves recebeu na intermediária e Edu Pina deu um carrinho no meia rubro-negro. Cartão amarelo merecido. A falta era central. Mais ou menos de onde Petkovic fez o gol do tri rubro-negro em 2001. Naquele momento, o Engenhão ficou em silêncio. A apreensão estava estampada na cara dos torcedores. E Ronaldinho, lembrando grandes ídolos como o próprio Pet e, o maior de todos, Zico, cobrou com maestria. A bola foi colocada, porém forte. Subiu, passou por cima da barreira e caiu no momento certo, dentro do gol. Ronaldinho colocou um efeito impressionante na bola. E saiu para comemorar com seus companheiros como nunca, dançando o, agora mundialmente famoso, Bonde do Mengão Sem Freio.



Depois, o Boavista foi para o desespero.
A equipe estava muito nervosa. Frontini deixou claro para os que duvidavam.
Aos 33, o atacante argentino naturalizado brasileiro foi atingido por Renato Abreu e, irritado, empurrou o meia rubro-negro, acertando seu rosto. Após uma discussão, apenas Frontini foi expulso, em um erro de Marcelo de Lima Henrique, que deveria ter expulsado Renato Abreu também.
Depois do ocorrido, só deu Boavista. A equipe de Saquarema tirava jogadores de defesa e colocava jogadores de ataque frenéticamente, enquanto o Flamengo só se defendia.
Só dava Verdão. Mas a equipe não conseguiu furar a sólida defesa rubro-negra e, aos 49, Marcelo de Lima Henrique apitou pela última vez no dia 27 de Fevereiro de 2011.
A primeira final de Taça Guanabara no Engenhão. O primeiro gol de falta de Ronaldinho com a camisa do Mengão. A primeira vez que o meia levantou uma taça em um clube como capitão.
E o primeiro título de Ronaldinho no Flamengo.


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Olaria 1x1 Resende - Sorte do Olaria supera a superioridade técnica do Resende

O estádio estava vazio. Não havia pressão nas arquibancadas. Mas, do mesmo jeito, as duas equipes estavam nervosas.
O jogo começou sem muita emoção. O Resende e o Olaria se estudavam bastante.
Estava muito calor no Engenhão. Se estava por volta de 40 graus nas arquibancadas, no gramado devia estar muito mais, o que explica o fato dos times terem errado bastante.
A primeira boa chance só aconteceu aos 20 minutos, pouco antes do juiz Antonio Frederico de Carvalho Schneider, que não estava bem na partida, apitar a primeira parada técnica.
O lateral Wellington, do Resende, fez boa jogada, cortou para a esquerda e bateu com a perna canhota, que não é a boa. A bola saiu forte, bateu no goleiro Renan e explodiu na trave.
O jogador, por sinal, era o único que estava bem na partida.
O jogo estava ruim, mas o Resende criava as melhores chances.
Mas, aos 27, o Olaria começou a atacar e a partida melhorou um pouco. O azulão do Bariri fez uma boa jogada e a bola acabou saindo rasteira, no canto. Eduardo, goleiro do Resende, fez um milagre. Se esticou todo e conseguiu defender.
O Resende seguia melhor, mas não conseguia chegar com perigo no gol adversário.
O último lance da partida foi o melhor do jogo até então. Wellington dividiu com o goleiro Renan, ficou com a bola e bateu. Renan fez uma grande defesa. E no minuto seguinte, o juiz decretou fim de primeiro tempo.
As equipes estavam se estudando demais, com medo de atacar. Ousado, Wellington se destacava por causa disso.
No segundo tempo, Paulo Campos, treinador do Resende, e Cleimar Rocha, do Olaria, mexeram em suas equipes. E as modificações surtiram efeito.
O jogo melhorou muito. As duas equipes se abriram, a disputa se tornou franca. Mas o Resende seguia melhor.
Aos 21, Wellington fez uma ótima jogada na direita e cruzou. O capitão do Olaria Daví afastou.
Depois, mais mexidas na partida. E, dois minutos mais tarde, a rede balançou.
Aos 27, Elias, do Resende, cruzou, da direita. Marcel escorou de cabeça. A bola saiu fraca, defensável, mas Renan escorregou e levou o gol.
O Resende dominava o jogo. A defesa estava bem organizada, o goleiro Eduardo estava inspirado e os laterais Wellington e Kim deitavam e rolavam no ataque do Olaria. Calisto e Ivan, alas da equipe da Rua Bariri, marcavam mal e deixavam um corredor vazio nas laterais da grande área da equipe.
Mas, aos 29, saiu o empate. Um golaço. O jovem meia Renan Silva recebeu e fez fila. Driblou quatro jogadores para depois tocar para Felipe marcar. Resende 1x1 Olaria.
Depois do empate, os jogadores começaram a fazer corpo mole. Seria arriscado se expor. Por isso, queriam a disputa de penaltys. E foi isso que aconteceu.
No momento da disputa, foi colocado um vídeo institucional do Flamengo nos telões do estádio, com um barulho ensurdecedor.
- Isso é uma total falta de respeito - disse um torcedor, indignado.
O som deve ter desconcentrado os jogadores. O Resende havia perdido três penaltys e o Olaria, dois.
Era a quinta cobrança da equipe da Rua Bariri. Estava 2x1 para o azulão. Se Renato Valpaços marcasse, a disputa acabaria.
E acabou.
Olaria: bicampeão da Taça Washington Rodrigues.


Da esquerda para a direita: José Luiz Moreira, diretor da Brasport; Heitor Beline, presidente do Olaria; Washington Rodrigues, o Apolinho, jornalista homenageado; e o capitão da equipe, Daví, na entrega da taça

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Prepotência: um mal que também atinge times do interior


No último dia 22, o gerente de futebol do Boavista, José Reis, deu uma entrevista coletiva um tanto pretensiosa.
Começou falando sobre o verdão de Saquarema na partida:
- Vamos para cima do Flamengo, vamos buscar o título. Ainda não estamos satisfeitos. Respeitamos o Flamengo e sua torcida, mas queremos deixar o Engenhão com o título.
Depois começou com um discurso arrogante:
- Chegamos bem às semifinais. Contra o Fluminense, fizemos um segundo tempo melhor do que eles. Não chegamos até aqui por acaso. O Flamengo tem um grande time, mas ainda não deu liga.
No dia seguinte às declarações, o Boavista Sport Club, tentando amenizar a tensão causada por José Reis, publicou uma nota oficial em seu site.




"As declarações atribuídas ao gerente de futebol José Reis não condizem com o pensamento do próprio dirigente, da diretoria e dos jogadores do Boavista S.C. A declaração foi retirada de contexto e por isso a mensagem foi mal interpretada. O Boavista S.C. é extremamente grato por todo o apoio que tem recebido do C.R. Flamengo. E o mais importante nesta partida decisiva é proporcionar um grande espetáculo e honrar as tradições do Boavista, do C.R. Flamengo e do futebol carioca."

Uma situação muito parecida ocorreu em 2007. O Madureira enfrentou o Flamengo na final da Taça Guanabara daquele ano.
Djair, ex-jogador, volante do Madureira naquele ano, em participação no programa "Bem, Amigos!", do SporTV, poucos dias antes da partida, deu uma declaração tão arrogante quanto a do gerente de futebol do Boavista neste ano:
- O Flamengo parece um time de totó.
Na época, Alfredo Sampaio, atualmente treinador da equipe de Saquarema, era o técnico do Madureira e, logo após a declaração, utilizou a mesma tática da "interpretação errada", mas não adiantou muita coisa. Ney Franco, técnico do Flamengo na competição, utilizou as palavras do ex-volante na preleção.
- O Djair falou demais e isso acabou nos contaminando. Nos deixou com raiva. Futebol se ganha dentro de campo, não falando. E a gente respondeu com a bola - disse Renato Abreu, depois do título da Taça Guanabara.
E, concordando com as palavras do meia, a torcida do Boavista segue com medo de que a equipe, assim como o Madureira em 2007, fale muito e jogue pouco.
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Valdir Bigode é apresentado como técnico do ADI

Quem viu Valdir Bigode balançar as redes pelo Brasil inteiro não se acostuma em ver o ex-atacante distribuindo coletes em centros de treinamento do Rio de Janeiro. Mas o ídolo de clubes como o Vasco e Atlético-MG pretende provar que centro-avantes também podem se tornar bons treinadores, fato raro no futebol brasileiro atual.
Na estréia como técnico, Valdir não foi tão bem. Dirigindo o Campo Grande, equipe que o revelou, conseguiu alguns resultados positivos, mas nenhuma conquista expressiva.
Em 2011, Bigode terá um novo desafio. A ADI (Associação Desportiva Itaboraí), que disputa a terceira divisão do Campeonato Carioca de 2011, com o apoio da prefeitura da cidade, conseguiu a contratação do ex-atacante, que se aposentou em 2005, nos Emirados Árabes.
- Conquistamos uma pessoa de grande valor como o Valdir Bigode para trabalhar com um time da terceira divisão. Se ele aceitou vir para Itaboraí é porque acredita no nosso trabalho - disse José Carlos Cobra, secretário de Esporte e Lazer da cidade.
Sempre realista e calmo, Valdir concedeu uma entrevista coletiva em sua apresentação, na última sexta-feira (18).
- O meu primeiro plano não é ganhar o título, mas conquistar uma das três vagas para a segunda divisão - disse.
Após vestir a camisa e ser aplaudido por cerca de 50 pessoas no Salão Nobre da Prefeitura de Itaboraí, completou:
- Prometo dar o meu melhor, assim como fiz dentro das quatro linhas como jogador.

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Olaria 3x1 Nova Iguaçu - Vitória inquestionável

Honestamente, achei que daria Nova Iguaçu. Mas, novamente, fui surpreendido pelo futebol carioca.
O jogo começou muito bom, lá e cá, com as duas equipes abertas, buscando jogo. Logo aos seis minutos, o juiz Eduardo Cordeiro marcou penalty para o Olaria em um lance duvidoso. Renan Silva, meia destaque do azulão no Carioca desse ano, revelado pelo Flamengo, converteu.
Aos 18 minutos, outra trapalhada do juiz. Em confusão na área, a bola acabou saindo pela linha de fundo e o Olaria pediu penalty. Cordeiro deu apenas escanteio para a equipe.
Dez minutos depois, saiu o gol de empate. Após boa jogada do jovem lateral-esquerdo do Nova Iguaçu, Cortês, Mossoró marcou.
No segundo tempo, o Nova Iguaçu voltou bem, equilibrando a partida. O que atrapalhava o rendimento dos times era o sol. Devido ao forte calor no Rio, os jogadores cansaram-se rapidamente e aos 15, o jogo esfriou.
Porém, aos 35, o Olaria ampliou e jogou um balde de água fria no Nova Iguaçu. Depois de um cruzamento na lateral, o goleiro Diogo Silva rebateu. A bola sobrou para Fabinho chutar de primeira, no ângulo. Um golaço.
A equipe da baixada ficou nervosa e partiu para cima. Esqueceu a defesa e tentou pressionar, para empatar a partida e levar para a disputa de penaltys. Mas a estratégia surtiu um efeito contrário.
Aos 39, o Olaria partiu para o contra-ataque e Felipe Foca fez falta feia no jogador adversário, dentro da área. Penalty e expulsão do zagueiro.
Renato Cardoso converteu e fechou o caixão.
Olaria 3x1 Nova Iguaçu.
O azulão, agora, enfrenta o Resende na final da Copa Apolinho e usa o título de consolação do ano passado para tentar assustar o gigante do vale.

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Fluminense 2x2 Boavista - Contrariando todas as previsões

Ninguém esperava. Mas aconteceu. Na maior zebra do ano até agora, o Boavista elimina o campeão brasileiro e se classifica para a final da Taça Guanabara de 2011.
Antes do jogo começar, o Boavista tinha fala mansa, tranquila. Confiante.
- Estamos preparados para sair daqui com um bom resultado - disse André Luís, atacante.
Já o Fluminense não. Sustentava o posto de melhor clube do país. Não poderia desabar diante de um clube pequeno como o Boavista. Por isso, estava nervoso.
Wagner do Nascimento Magalhães apitou. Início de um jogo com muitas faltas. Em uma delas, aos 8, saiu o primeiro gol da partida.
Conca passou para Rafael Moura, que foi derrubado. Marquinho cobrou. A bola bateu onde a coruja dorme e quicou em cima da linha. Na sequência, Rafael, de cabeça, confirmou, mas o juíz já havia apitado. Gol de Marquinho. 1x0 Fluminense.
Aos 10, Fred começou a sentir a panturrilha. E, no minuto seguinte, saiu o empate do Boavista.
A falta era longe do gol do Ricardo Berna, mas não atrapalhou Tony, que marcou um golaço. Em jogada ensaiada, o meia encheu o pé e acertou o ângulo.
- É uma jogada que trabalhamos durante a semana, graças a Deus tive a felicidade de acertar um belo chute - disse o jogador.
Os dois times batiam muito, mas o juíz só deu o primeiro cartão aos 17 minutos. Diguinho fez falta dura. Levou amarelo. André Luís também, por reclamação do mesmo lance.
O Boavista marcava bem. Estava fechado. O Fluminense tentava jogadas pelas laterais, mas sem sucesso.
Aos 32, novo cartão. Gustavo, do Boavista, foi punido por derrubar Fred, que estava sendo caçado em campo.
Cinco minutos depois, o segundo gol do Fluminense na partida. Conca bateu falta na esquerda da intermediária adversária. Rafael Moura escorou de cabeça e Fred, sozinho, completou.
Depois do gol, o time recuou e sofreu pressão do Boavista, mas segurou até o fim da primeira etapa.
- Depois que fizemos o segundo gol procuramos estar mais postados mais atrás, para segurar - disse Fred.
O atacante se contundiu e não voltou para o segundo tempo. Foi substituído por Souza.
- Acho que foi na panturrilha, mas não foi nada assim, forte. O campo estava duro - disse Muricy Ramalho.
O Fluminense voltou com um leve tom arrogante no segundo tempo. Mas logo começou a sofrer pressão do Boavista e, aos 9 minutos, tomou o gol de empate.
Leandro Chaves fez boa jogada pela esquerda e cruzou. André Luís escorou para o fundo da rede.
Depois, o jogo se tornou emocionante. Era lá e cá. Muitas modificações, os treinadores nervosos, torcida apreensiva.
Aos 32, Leandro Chaves fez boa jogada e sofreu penalty de Gum. O juíz não viu.
Nos minutos finais, só deu Boavista. O Fluminense se atrapalhava na saída de bola.
Após os quatro minutos de acréscimos, o juíz apitou. A partida foi para os penaltys.
O Boavista começou batendo. Paulo Rodrigues fez.
Depois, Conca. O ídolo tricolor bateu muito mal, no meio. Thiago fez fácil defesa.
Tony bateu no canto. Ricardo Berna quase chegou, mas a bola acabou entrando.
Rafael Moura deslocou o goleiro. Gol.
Frontini chutou bem, no canto. Boavista estava na frente.
Souza meteu uma bomba no meio. Gol.
Edu Pina fez. Se Rodriguinho errasse, o Boavista estava classificado para a final da Taça Guanabara, pela primeira vez na história. Apreensão no Engenhão.
E Rodriguinho perdeu.
O atacante chutou mal, no meio. Thiago defendeu.
Boavista, então, derrotou o campeão brasileiro, o time de Fred, Conca e Deco, foi para a final e se tornou uma das maiores zebras da história do futebol carioca.

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Resende 1x1 Bangu - Semi-final da Copa Apolinho emocionante

Foi um jogo emocionante. O Resende começou logo partindo para cima. Apesar da torcida estar apoiando mais o Bangu (a torcida do Fluminense já estava no Engenhão, e Marcão, volante ídolo do tricolor, está, atualmente, no alvirrubro), o gigante do vale é quem tomava a iniciativa.
O jogo tornou-se equilibrado apenas na metade do primeiro tempo. Mas no fim, o zagueiro Asprilla, do Bangu, começou a falhar constantemente e o Resende tomou conta da partida.
Wellington marcou o primeiro do lobo-guará.
Era visível que o Resende estava muito melhor na partida. O Bangu, que está mais focado na Copa do Brasil, não estava escalado com seu time titular, mas queria se classificar para a final. E contava com a técnica de Thiago Galhardo para conseguir a vitória. Porém, o jogador estava mal, perdido em campo.
Ricardinho, camisa 10 do Bangu, foi o salvador. Empatou e levou a partida para os penaltys.
Todos bateram muito bem. Marcaram. Até que chegou a vez de Thiago Galhardo. O craque precisava fazer o gol para levar a disputa de penaltys para a fase mata-a-mata. A torcida banguense tinha certeza que o jogador marcaria. Apostava todas as fichas em seu maior ídolo do elenco.
Mas o jogador caiu diante do grande goleiro Eduardo. Perdeu o penalty.
Resende se classificou.
Agora, a equipe espera o confronto entre Olaria e Nova Iguaçu, amanhã, às 13h45min, no Engenhão, para saber o adversário da final do Troféu Washington Rodrigues deste ano.

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Bangu de Thiago Galhardo se prepara para o gigante do vale

Depois de uma grande estréia do Bangu, o clima no Moça Bonita é de tranquilidade. Mas por pouco tempo.
Após dar show na vitória sobre a Portuguesa-SP, em casa, a equipe enfrenta pelo Troféu Washington Rodrigues o grande favorito ao título, Resende.
O alvirrubro suburbano venceu por 3x1 a Lusa graças à ótima atuação do meia-atacante Thiago Galhardo. O jogador marcou dois gols na partida (o outro foi marcado pelo atacante Pipico). Um deles foi o primeiro da Copa do Brasil deste ano.
- Não sabia que o meu era o primeiro, mas fiquei muito feliz com a informação. Esta é também a minha primeira competição nacional - disse ele, após a partida.
Galhardo tem despertado interesse de times estrangeiros. Representantes de uma equipe de Roma, Itália, assistiram a alguns jogos do meia e saíram abismados com seu futebol:
- Os representantes realmente nos procuraram e ficaram impressionados com o futebol apresentado pelo Thiago Galhardo. Eles ficaram de encaminhar nesta sexta-feira uma proposta pelo jogador. Vamos aguardar - disse Jorge Varela, presidente do Bangu.
Mas o momento é de deixar as negociações de lado e pensar na semifinal do Troféu Washington Rodrigues, que é prioridade no momento para a equipe, que conta com seu maior craque, Thiago, para conseguir vencer o difícil duelo contra o Resende.
A partida será realizada no Engenhão, neste sábado, 19, às 14h45min, horário de Brasília.

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Olaria, Nova Iguaçu, Resende e Bangu treinam visando Torneio Washington Rodrigues

Elenco do Olaria de 2010. Ano passado, a equipe conquistou a Taça Moisés Mathias de Andrade, outro torneio para 3ºs e 4ºs colocados da Taça Guanabara


O Torneio Washington Rodrigues será bom este ano. Olaria, Nova Iguaçu, Resende e Bangu disputaram a competição. As quatro equipes se destacaram na Taça Guanabara, incomodando alguns times grandes.
- Perdemos a vaga pelo saldo de gols, fazendo um primeiro turno exemplar e enfrentando o Flamengo de igual para igual. O meia Gabriel praticamente anulou o Ronaldinho Gaúcho. Existe a frustração, mas o Torneio Washington Rodrigues vai manter o ritmo da equipe e o clube vencedor deve receber premiação em dinheiro. Comenta-se que seja algo em torno de R$ 25 mil, mas não tivemos resposta oficial da Ferj. Nosso grupo é forte como todos comprovaram e neste torneio não será diferente - disse Ricardo Simão, presidente do Resende.
A primeira partida do campeonato será entre Resende e Bangu, sábado, às 14h45min. O gigante do vale conta com grandes reforços para a partida, como o experiente atacante Tuta e a grande revelação da equipe, o garoto Hiroshi.
Já o Bangu, está mais focado na estréia na Copa do Brasil, contra a Portuguesa-SP.
O Nova Iguaçu tem notícias boas e ruins. A boa é que Willian Barbio, atacante, um dos destaques da equipe na Taça Guanabara, que cumpriu suspensão na partida contra o Boavista, volta ao time no domingo. Já as ruins são duas: a primeira é que Maycon está suspenso. O atacante tomou o terceiro amarelo na última partida do Nova Iguaçu e está fora da semi-final do Torneio Washington Rodrigues. E Marquinhos, maestro e capitão do time da baixada, tomou uma entrada dura no último domingo e é dúvida para a partida.
E no Olaria, concentração total. O time, da Rua Bariri, conta com a técnica do jovem meia Renan Silva, ex camisa 10 das categorias de base do Flamengo, para conseguir se sagrar campeão do Torneio Washington Rodrigues.
A partida entre Nova Iguaçu e Olaria será realizada às 13h45min.
Os jogos do torneio serão preliminares dos duelos da semi-final da Taça Guanabara.

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Boavista 5x3 Nova Iguaçu: a insensatez do futebol

O jogo começou pegado. Aos poucos, os jogadores começaram a relaxar e a partida começou a fluir. Aos seis minutos, o Nova Iguaçu fez uma boa jogada. De cabeça, o atacante Maycon quase marcou. Gustavo, zagueiro do Boavista, salvou, em cima da linha.
Logo aos 9 minutos, o treinador da equipe de saquarema fez a primeira mudança do jogo: Joílson saiu para a entrada de Roberto Lopes.
O Boavista chegava com mais intensidade. Aos 19, quase marcou o primeiro, com um chute de fora da área de Julio Cesar, que passou rente a trave do Nova Iguaçu.
O forte calor no Laranjão fez com que o jogo, que começou veloz, diminuísse o ritmo. Dessa forma, a partida só voltou a ficar boa no final do primeiro tempo.
Aos 38, o Boavista teve a melhor chance até então: Max, jovem atacante revelado pelas categorias de base do clube, cabeceou na trave de Diogo Silva.
O Nova Iguaçu sentiu. Perdida em campo, a defesa apenas assistiu o show do verdão de Saquarema nos minutos finais da primeira etapa.
Aos 45, a bola foi alçada na área para Frontini. O centro-avante dividiu com os zagueiros iguaçuanos que, desastrados, espirraram a bola para Max, livre, só empurrar para dentro do gol e marcar o primeiro da partida.
No minuto seguinte, o segundo gol. Leandro Chaves acertou um bonito chute no canto direito, sem chances para o goleiro.
O Nova Iguaçu voltou com tudo para o segundo tempo, tornando o jogo pegado novamente. E foi apanhando da defesa do Boavista que conseguiu empatar o jogo.
Marquinhos, maestro da laranja mecânica da baixada, fez bonito gol de falta, aos dois minutos. E três minutos depois, em nova cobrança de falta do meia, o Nova Iguaçu chegou ao empate. Leonardo, de cabeça.
Agora, o jogo era outro. O Nova Iguaçu dominava. Aos 14, Marquinhos quase ampliou, de falta. A bola explodiu na trave. Mas aos 19, Max, em tarde inspirada, estragou a festa da equipe da Baixada Fluminense.
Após bom cruzamento de Tony, o menino cabeceou e recolocou o Boavista em vantagem. Porém, o resultado não era bom para a equipe. Se o Resende não perdesse para o Flamengo e o time não fizesse mais um gol, a classificação era do gigante do vale.
A situação estava tensa. O Resende tocava bola, o Flamengo jogava mal, o Nova Iguaçu se defendia e o Boavista pressionava. Eram quatro times ligados em dois jogos. Até que Deivid marcou para o Fla no Macaé.
A torcida do Boavista comemorou. Mas esse resultado não era o bastante. Era preciso mais um gol.
Aos 37, Erick Flores fez boa jogada, entrou na área e chutou forte. Gol.
Qualquer pessoa sensata diria que o jogo tinha acabado. Que o Boavista já tinha se classificado. Afinal, os dois jogos já estavam acabando. Mas o futebol não é sensato.
Com 44 minutos do segundo tempo, Maycon, do Nova Iguaçu, diminuiu. O atacante recebeu, chutou e estufou a rede, para a alegria de duas torcidas diferentes.
45 minutos no Laranjão; fim de jogo em Macaé. Boavista 4x3 Nova Iguaçu; Flamengo 1x0 Resende. O resultado classificava o lobo-guará. Restavam apenas os 4 minutos de acréscimo. O que poderia acontecer em quatro minutos?! Os jogadores, com bom senso, já estavam até comemorando. Mas o futebol não tem bom senso.
Aos 47 do segundo tempo, a estrela do garoto Max brilhou. O prata da casa guardou após um cruzamento de Erick Flores e assegurou a heróica e primeira classificação para uma semifinal de Taça Guanabara da história do Boavista Sport Club.

Melhor da partida: Max (Boavista)
Acredito que seja consenso de todos que viram o jogo que o melhor da partida foi Max. O menino brilhou, fez três gols e foi o herói da classificação do Boavista.

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Sendas EC: craque não se faz só em time grande

Quem visita o CT do Sendas Esporte Clube se assusta com tamanha estrutura. Um centro de treinamento bom, gerenciado por uma inteligente diretoria e que tem como grande objetivo formar novos craques do futebol brasileiro.
- Temos uma preocupação muito grande com os jogadores, e aqui damos o melhor tratamento para que eles possam chegar a um lugar de excelência - disse Michel Cravo, um dos coordenadores de futebol da equipe.
O Sendas começou em 2004 uma grande peneira anual. Vinham cerca de 30.000 garotos treinarem no CT e, ao final dos treinos, 70 sobravam e eram selecionados para jogarem nas premiadas categorias de base do time de São João de Meriti. Neste primeiro ano, o adolescente João Filipe, de 15 anos, foi selecionado.
Considerado uma das primeiras grandes revelações do clube, atualmente zagueiro do Botafogo, João passou quatro vitoriosos anos na laranja meritiense.
Outro grande jogador revelado pela equipe é Rafael Carioca. O volante, cedo, foi transferido para o Pão de Açúcar, uma espécie de unidade do Sendas em São Paulo, e, com apenas 17 anos, foi vendido para o Grêmio. Se destacou e foi para a Rússia, onde, após uma passagem por empréstimo pelo Vasco, está até hoje.
Quando chegou no Sendas, Carioca era meia-esquerda. A equipe foi responsável pela mudança que o fez se tornar um dos melhores jogadores do Brasil em 2008:
- Jogava melhor de volante. Sempre preferi vir de trás com a bola dominada e sair jogando - disse Rafael.
Mas, hoje, a palavra mais comentada no clube é "César".
O goleiro foi emprestado em 2009 ao Flamengo por dois anos. E no ano final de seu contrato com o rubro-negro, vive a melhor fase de sua carreira.
Destaque da Copa São Paulo de Futebol Júnior, pegou até pensamento e despertou olhares de times da europa, que desejam contar com o jogador. Mas, se depender do Fla, o jogador nunca mais sai da equipe.
- Vamos fazer um contrato mais longo. Algo em torno de cinco anos. Isso ainda vamos sentar com o jogador e ver o melhor formato para o clube e para ele - disse Luiz Augusto Veloso, diretor de futebol, que está negociando a compra de 60% dos direitos de César.
E, assim, o Sendas mostra que craque não se faz só em time grande.

Campo do CT do Sendas Esporte Clube

Postado por: Rafa Bala
@RafaaBala
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