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Goiás x Vila Nova, o classico que não deve ser exemplo de futebol..

Um jogo cheio de reviravoltas, problemas e que terminou com muita confusão após o apito final no Serra Dourada. Sinceramente, um clássico para ser esquecido da memória, tanto do torcedor vilanovense e do torcedor do bom futebol. O Goiás arrancou um empate por 2 a 2 diante do Vila Nova e, como havia vencido a primeira partida da semifinal, por 1 a 0, garantiu vaga na decisão do Campeonato Goiano contra o Atlético-GO, em dois jogos, a partir do próximo fim de semana.

O Goiás começou melhor que o Vila e abriu o placar aos sete minutos. Oziel cobrou arremesso lateral na área, Guto caiu pedindo pênalti, e a bola sobrou para Felipe Amorim marcar com um chute certeiro. O Vila mostrava poder de reação, mas não concluía a gol até o momento da paralisação.

Por volta dos 29 minutos, o árbitro pernambucano Nielson Nogueira Dias interrompeu a partida porque um dos ângulos da trave defendida pelo goleiro esmeraldino Pedro Henrique foi ocupada por um enxame de abelhas. O Corpo de Bombeiros foi acionado para resolver o problema e utilizou um extintor de incêndio com óleo diesel, além de fogo numa vassoura, para espantar os insetos.

Após 20 minutos de paralisação, mal a bola voltou a rolar, o Vila aproveitou o momento de distração do rival para deixar tudo igual. Jorge Henrique levantou a bola na área para Henrique cabecear para o fundo da rede. O empate foi mantido até o intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o Colorado goiano voltou à pressão e deu resultado aos seis minutos. Roni lançou Luizinho na área, que foi derrubado por Rafael Toloi. Pênalti, que Roni cobrou no meio do gol para virar o jogo. A bola resvalou nos pés de Pedro Henrique, mas morreu no fundo da rede. O atacante teve a chance de decidir o jogo pouco depois, mas carimbou a trave e, no rebote, Betinho também desperdiçou a oportunidade.

As abelhas chegaram a voltar aos poucos à meta defendida desta vez por Michel Alves, do Vila Nova. A partida, porém, seguiu seu curso normalmente. Por volta dos 20 minutos, uma jogada de Marcão decidiu a classificação esmeraldina. O lateral-esquerdo cruzou para cabeçada perfeita de Carlos Alberto. O empate foi mantido até o fim e garantiu o Goiás na decisão. Placar final, Goiás classificado 2, Vila Nova fora 2.

O jogo em si foi encerrado e a batalha campal teve início com um chute de Betinho em Rafael Toloi, que comemorava ajoelhado. A confusão foi se generalizando no gramado e terminou com atletas do Vila tentando invadir o vestiário do Goiás. A violência em campo se refletiu nas arquibancadas. Torcedores colorados entraram em confronto com policiais e protagonizaram cenas lamentáveis.
Veja algumas imagens cedidas pelo Portal 730, de Goiânia:

FICHA TÉCNICA VILA NOVA 2 X 1 GOIÁS:
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (Asp.FIFA) (PE)
Assistentes: João Neto (DF) e André Bezerra (DF)
Cartão Amarelo: Henrique, Jorge Henrique (VNO) Marcao (GOI)
GOL: Felipe Amorim 7'/1°T , Henrique 50'/1°T , Roni 6'/2°T , Carlos Alberto 20'/2°T

VILA NOVA: Michel; Luizinho, Henrique, Éder Lima e Jorge Henrique; Adilson, Vitor Rossini (Ricardinho), Paulo César e David; Roni e Betinho.
Técnico: Edmar Vasconcelos

GOIÁS: Pedro Henrique; Rafael Toloi, Marcão e Ernando; Oziel, Carlos Alberto, Zé Antônio (Leandro), Marcelo Costa e Robert (Amaral); Felipe Amorim e Guto
Técnico: Artur Neto
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Bellot: um caso de amor com o São Cristóvão


Josenildo Francisco da Silva. 46 anos. Conhece? Não? E se eu disser que esse tal Josenildo é o lendário Bellot, você acreditaria? Pois então, acredite. Este é Bellot, o jogador mais velho do Rio de Janeiro em atividade.
Bellot nasceu no dia 8 de janeiro de 1965, em Recife, mas foi criado em Bento Ribeiro. Desde pequeno, frequentou campos de futebol de rua em São Cristóvão, onde acompanhou a carreira de seu amigo Ronaldo e de tantos outros garotos que viriam a ser craques e que passaram descalços pelos gramados ralos da vizinhança, onde, ao entrarem, se transformavam nos melhores jogadores da época jogando nos estádios mais extravagantes imagináveis. Bellot teme que essa fantasia acabe:
- Esses campos valem ouro, mas estou um pouco dasanimado, pois eles estão desaparecendo. Aqui mesmo em Bento Ribeiro. A criançada quase não joga mais bola na rua. Agora é na escolinha.
Bellot foi um cigano da bola. Atuou, ao todo, em 16 clubes diferentes: São Cristóvão, Novorizontino-SP, Anápolis, Novo Horizonte-GO, Santo André, Portuguesa-SP, XV de Jaú, Atlético-GO, América-RJ, Vila Nova-GO, Goiás, Náutico, Porto-PE, Ríver-PI, União Rondonópolis e Portuguesa-RJ, até voltar para o clube que o revelou em 1999.
- Na minha carreira fora do Rio, principalmente jogando em Goiás, ganhei um dinheirinho. Digo para os garotos: clubes pequenos são só para começar a carreira ou terminar, como é o meu caso. Se ficar em clube pequeno, a carreira desaparece. Times assim, de tradição, estão sumindo. O São Cristóvão, a Portuguesa, o América, por exemplo. É uma situação diferente dos clubes que recebem dinheiro de prefeituras - disse.
Primeiro goleiro a tomar um gol de um dos maiores atacantes da história do Brasil, o baixinho Romário, em 1979, Bellot encerrou a carreira de goleiro em 2005, no São Cristóvão. Virou uma espécie de funcionário do clube. Treinava a base, os goleiros, fazia o que podia.
Em 2006, se tornou treinador. Não foi bem.
Depois, tentou ser preparador de goleiros. Não se adaptou.
Em 2010, foi supervisor de futebol. Desistiu.
O negócio dele mesmo era o futebol. E, na semana passada, assinou um contrato de 4 meses com o Cadete.
Há quem diga que isso é uma pena, é horrível para o futebol, pois, afinal, um time com a história do São Cristóvão não merece ter que recorrer a um goleiro de 46 anos para ter elenco. Mas isso é bonito. É bonito ver essa paixão entre clube, jogador e torcida. É bonito ver que o São Cristóvão deu o mundo do futebol ao Bellot, e ele quer, de alguma maneira, retribuir todo esse prestígio proporcionado a ele.
E o mais bonito é perceber que o arqueiro faz de tudo para que as pessoas vejam que o Josenildo só é o Bellot graças ao São Cristóvão, atitude que pode e deve ser chamada de prova de amor.

Figurinha de Bellot do álbum do Campeonato Carioca de 1988, quando jogava no América-RJ


Agradecimentos especiais a Roberto Silva, repórter e comentarista da Rádio Tropical AM.

Postador por: Rafa Bala
@RafaaBala
rafa_bala@rocketmail.com
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Vila Nova-GO vence Atlético-GO em clássico e encerra tabu de 8 anos

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Bom, nunca falei do futebol do meu estado aqui no blog, mas agora que o Campeonato Espanhol, e a Uefa Champions League deram uma folga, nada melhor do que falar do futebol do meu estado, que neste domingo presenciou um clássico cheio de emoções, onde um time que disputa a série B venceu o "favoritíssimo" time de série A, com garra e na raça, com um gol chorado no final do segundo tempo.

Quem viu o Vila Nova neste domingo no Serra Dourada não poderia imaginar a semana conturbada que a equipe teve, após perder para o inexpressívo Aparecidense, o técnico Antônio Carlos Zago foi demitido, e o time não conseguiu contratar um técnico, e foi a campo com o técnico interino. Com mais disposição e organização em campo, o tigre deu seu grito de alívio. O Vila bateu o Atlético-GO por 1 a 0, quebrou o tabu de 8 anos sem vencer o time rubro-negro, e ficar mais tranquilo na briga pela classificação para as semifinais.

Vila começa melhor
As melhores chances da primeira metade do jogo foram da equipe colorada, que entrou bastante disposta no clássico. Luizinho e Paulo César estreiaram pelo tigre, o que deu mais equilíbrio ao time, com jogadas também pelo lado direito, e não somente pelo lado esquerdo com Jorge Henrique.
Mas foi pelo setor canhoto que o time colorado levou perigo pela primeira vez. Jorge Henrique foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro para David, na marca do pênalti, chutar de primeira e mandar a bola para fora, desperdiçando a primeira boa chance alvirrubra. No minuto seguinte, o lateral-esquerdo do Vila mostrou mais uma vez porque é uma peça chave no time.
Em contra-ataque puxado por Roni, Jorge recebeu o passe na esquerda, invadiu a área e chutou cruzado. A bola passou rente à trave esquerda de Márcio. E assim seguiu a pressão vilanovense. Aos 14 Luizinho, que apareceu bem nos primeiros minutos de jogo, acionou Betinho em profundidade pela direita, mas Márcio foi mais esperto e antecipou a jogada.

Atlético-GO acorda
A partir dos 20 minutos, o Atlético-GO equilibrou a partida. O time atleticano teve mais volume de jogo, e tentava nas bolas alçadas na área e com a velocidade de Juninho pelos lados, mas sem levar perigo ao gol de Michel Alves. Somente aos 28 minutos Agenor aproveitou cobrança de escanteio para para cabecear a gol, e Michel fazer a defesa.
O Vila não tinha o mesmo fôlego do início do jogo, e dava mais espaços ao time rubro-negro. Entretanto, o colorado ainda teve uma grande oportunidade de abri o placar aos 35 minutos, quando Roni aproveitou contra-golpe e cruzou rasteiro, e Betinho se esticou todo, mas não conseguiu alcançar a bola, e o primeiro tempo terminou sem gols.

Betinho garante quebra do tabu
A segunda etapa começou da mesma forma que a primeira. O Vila voltou com o mesmo ímpeto, e logo aos seis minutos Betinho quase antecipou o gol que faria mais tarde. Luizinho, que fez uma boa estreia, cruzou e o atacante pegou de primeira, mas a bola foi para fora. O Atlético-GO tentava responder com bons toques de bola, mas não conseguia penetrar na área vilanovense.
O Vila Nova seguia tendo as melhores oportunidades da partida, e agora pelos dois lados do campo. Aos 16 minutos David avançou na velocidade pelo lado direito e chutou forte, mas a bola foi para fora. O time rubro-negro insistia nas jogadas trabalhadas pelo meio, e somente aos 26 minutos conseguiu entrar na área colorada, quando Juninho recebeu a bola e chutou para fora.
A partir dos 33 minutos, o domínio alvirrubro, que já era claro, ficou ainda maior. O lateral recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o time atleticano com um a menos. Não demorou muito e o tigre conseguiu aproveitar a vantagem. Aos 36 minutos, Betinho aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou firme para fazer gol que muitos torcedores colorados estavam esperando.
O Atlético-GO ainda tentou o empate com uma cabeçada perigosa de Marcão aos 38 minutos, mas a bola passou rente à trave de Michel. A equipe de René Simões foi para frente, e deixou espaços para o Vila Nova, que quase fez o segundo aos 44 minutos, mas Gil desperdiçou a jogada e chutou para fora.

Na próxima rodada o time colorado vai até Morrinhos, enfrentar o time da casa no João Vilela, no domingo (03), às 16h. O Atlético-GO recebe a Anapolina no Serra Dourada, no mesmo dia e horário.

FICHA TÉCNICA: VILA NOVA 1 X 0 ATLÉTICO

Local: Serra Dourada, em Goiânia
Data: 26/03/2011
Horário: 16h00
Árbitro: Wellington Branquinho
Assistentes: Márcio Soares e Luiz Henrique Silva

VILA NOVA: Michel Alves; Luizinho, Henrique, Eder Lima e Jorge Henrique; Erick (Gil), Juninho, Paulo César (Ricardinho) e David; Betinho (Thalles) e Roni
Técnico: Edmar Vasconcelos

ATLÉTICO: Márcio; Adriano, Anderson, Gilson e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Preto (Élvis) e Keninha (Victor Ferraz); Marcão (Diogo Campos) e Juninho
Técnico: René Simões

Cartões amarelos: Adriano, Pituca, Agenor (Atlético-GO) / Éder Lima, Juninho, David (Vila Nova)
Cartão vermelho: Adriano (Atlético-GO)
Gol: Betinho 36' 2ºT (Vila Nova)
Público: 7152 pagantes
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